
Esperança, acolhida e inclusão. Estes são os sentimentos que inspiraram os organizadores da iniciativa “Almoço com o Papa”, que será realizada em 11 de julho nos jardins de Castel Gandolfo. Duzentas pessoas (entre elas 35 crianças) em situação de vulnerabilidade — acompanhadas pela Diocese de Roma e por associações ligadas a ela — passarão um dia inteiro marcado pela beleza e por uma espiritualidade vivida em um lugar extraordinário. “Este lugar tão precioso, que permaneceu fechado ao mundo por 400 anos e depois foi aberto pelo Papa Francisco e hoje está amplamente acessível graças ao Papa Leão, acolhe essas pessoas que para nós são os convidados de honra”, destaca Donatella Parisi, coordenadora de comunicação do Centro de Alta Formação Laudato Si’. A Missa pela manhã será presidida pelo cardeal Fabio Baggio, diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato Si’, e concelebrada pelo prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, dom Corrado de San Martín. Em seguida, haverá um momento de confraternização e uma visita guiada conduzida pelos operadores de Borgo Laudato Si’ para os convidados.
A Igreja é uma família, aberta a todos
Borgo Laudato Si’ “conta muito da história de Roma, com os vestígios da Villa de Domiciano, da história dos Papas que, desde o século XVII, vêm aqui para descansar, e também da beleza da natureza, com um jardim botânico que reúne mais de quatro mil plantas de trezentas espécies diferentes”. Trata-se de um tesouro de beleza e harmonia que abre suas portas como símbolo de uma Igreja sem barreiras. “Sim, a mensagem é também que a Igreja seja cada vez mais aberta a todos, sobretudo àqueles que vivem uma periferia existencial. O Papa Leão repete isso muitas vezes e nós também lemos este evento como uma etapa que dá continuidade à viagem a Lampedusa, onde o Pontífice chamou a atenção do mundo para aquela pequena ilha no centro do Mediterrâneo, que se tornou testemunha involuntária de milhares de mortes no mar, de pessoas que buscam um futuro melhor, muitas vezes fugindo de guerras, pobreza e injustiças sociais. Assim, hoje estamos às vésperas de um evento que reafirma que a Igreja está aberta a qualquer pessoa e é família, comunidade e porto seguro para quem mais precisa neste momento”, afirma Parisi.
São os pobres que mudam a perspectiva
A ideia é que, a cada ano, o evento acolha pessoas provenientes de uma diocese diferente. No ano passado foi a vez de Albano; neste ano, Roma. “Haverá refugiados, mães solteiras com seus filhos, pessoas que participaram do Borgo de cursos de formação profissional e que retornam para celebrar um percurso que hoje olha com renovada confiança para a integração e para a conquista de um emprego. Haverá também pessoas com diferentes capacidades. Estará representada aquela parcela da sociedade e da Igreja frequentemente vista apenas como ‘aqueles que precisam de ajuda’. Na realidade, nós experimentamos todos os dias aqui no Borgo Laudato Si’ que são justamente essas pessoas que dão, e dão muito, enriquecendo o Borgo e, eu diria, toda a Igreja com sua presença e com seu pedido de uma visão diferente da sociedade, um olhar capaz de transformar a fragilidade em uma nova força para as nossas comunidades.”
O almoço foi oferecido com grande generosidade e espontaneidade por um restaurante de Roma, o L’Isola della Pizza. Já o lanche da manhã será oferecido pelo Bar Duomo de Albano, profundamente envolvido nos projetos do Borgo Laudato Si’. “É um testemunho muito bonito de atenção a uma iniciativa como esta”, afirma Parisi. O cardápio será composto por pratos da culinária italiana, mas com sensibilidade também para aqueles que vêm de outros contextos e culturas.
Criaturas entre as criaturas
A iniciativa está inserida em uma visão muito forte que o Papa tem deste lugar. “O Santo Padre ama profundamente os Jardins Pontifícios e acompanha de perto este projeto”, confirma Parisi, recordando a audiência realizada no Vaticano em 19 de junho passado, ao término dos dois dias de trabalhos dos Borgo Dialogues, que reuniram representantes de numerosas realidades industriais e empresariais em nível internacional para refletir sobre como tornar os processos produtivos e os ambientes de trabalho mais sustentáveis, tornando-nos “cada vez mais responsáveis e cada vez menos dominadores”. A inspiração, já presente nas encíclicas do Papa Francisco e reafirmada em Magnifica Humanitas, continua sendo a de nos reconhecermos como “criaturas entre as criaturas”.
Fonte: Vatican News
Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News